O grupo invadiu o local por volta das 20h30, após realização de assembleia do Diretório Central de Estudantes (DCE) sobre a atuação dos militares na segurança dos campi de Limeira, Campinas e Piracicaba. Por volta das 21h30, os estudantes fizeram uma segunda reunião, já dentro do prédio onde fica o gabinete do reitor, José Tadeu Jorge, e definiram que o local só será desocupado após a universidade revogar a decisão de manter a PM na área da instituição.
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A Polícia Civil chegou ao local acompanhada de representantes da universidade. O procurador Paulo Ferreira, que acompanhou o registro do boletim de ocorrência, informou que um pedido para reintegração de posse deve ser feito na manhã desta sexta-feira.
A coordenadora do DCE, Diana Nascimento, disse que na assembleia ficou definido ainda que os estudantes entram em greve a partir desta sexta-feira. Ela relatou que desde a liberação do patrulhamento no campus, já houve queixas de estudantes que acusaram a PM de abordagem preconceituosa contra pessoas que transitam pelo local. Segundo a estudante, no momento da ocupação havia 400 alunos no protesto. Ela disse ainda que o grupo entregará uma pauta com reivindicações para a reitoria da universidade.
A autorização para o patrulhamento militar dentro do campus, no distrito de Barão Geraldo, ocorreu após a morte do estudante Denis Casagrande, que foi assassinado durante uma festa com aproximadamente 3 mil pessoas no local. O aluno de Piracicaba (SP) morreu com uma facada no peito, segundo a Polícia Civil, após ter sido confundido com outro jovem.
Quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ofereceu a PM à universidade, o DCE manifestou-se contrário à ideia, que em seguida, foi acatada pela reitoria. “A polícia não necessariamente coíbe a violência. Às vezes, até incentiva. A universidade é um espaço democrático e de convivência.”, falou a coordenadora do movimento estudantil, Carolina Filho.Polícia
Até o dia 27 de setembro, a Unicamp era vigiada exclusivamente por 250 seguranças de uma empresa terceirizada. Existia uma restrição velada quanto à entrada da PM no campus, por conta da carga histórica de associação dos militares à repressão na época da ditadura. Os estudantes que são contrários à entrada da polícia defendem que o espaço acadêmico seja livre e independente da força estatal para que não haja interferências.
A reitoria
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Unicamp, que informou que não vai se posicionar oficialmente enquanto não for procurada pelo grupo para ter conhecimento sobre as reivindicações do movimento.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Unicamp, que informou que não vai se posicionar oficialmente enquanto não for procurada pelo grupo para ter conhecimento sobre as reivindicações do movimento.
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